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Varejo x Educação: as principais apostas de gestores de fundos de ações para os próximos 12 meses

Com forte demanda pelo e-commerce, varejo é a principal escolha de gestores; piores perspectivas estão em educação

SÃO PAULO – Com o prolongamento da pandemia e das medidas de isolamento social no país, gestores de fundos de ações têm optado por dar maior representatividade nas carteiras para companhias de setores já em destaque – como as de e-commerce, por exemplo –, e que tendem a se beneficiar ainda mais de um cenário de recuperação econômica um pouco mais à frente.

Levantamento da XP com 32 gestoras de fundos de renda variável, feito entre os dias 1º e 5 de abril, mostra que o setor de varejo tem liderado nas preferências, com presença em cerca de 60% das carteiras consultadas.

O varejo online, principalmente, foi um tema que se beneficiou do quadro de isolamento e dos novos hábitos de consumo desenvolvidos durante a pandemia e tende a ser impulsionado com a recuperação da atividade econômica, escreve a equipe de fundos da XP, em relatório.

O segmento é apontado como um dos que devem apresentar melhor desempenho nos próximos 12 meses, seguidos pelos setores de saúde, mineração e siderurgia, bem como petróleo, gás, combustíveis e petroquímica.

Do lado negativo, empresas de educação e do setor financeiro e seguros despontam como os segmentos com as piores perspectivas para os próximos meses na avaliação dos gestores.

Segundo o levantamento, a maioria dos gestores tem hoje mais de 90% do portfólio alocado em ações, com o restante em caixa, o que representa um nível historicamente elevado.

Apesar disso, 29% dos gestores consultados se dizem menos otimistas em relação ao cenário para a Bolsa do que estavam ao fim de 2020.

Na busca por maior diversificação, os gestores têm explorado oportunidades fora do Brasil, investindo em empresas brasileiras com ações listadas fora do país ou em companhias domiciliadas no exterior e com receitas expostas a diferentes países.

Apromadamente 78% dos gestores consultados possuem alguma alocação nesse grupo de empresas, representando entre 5% a 10% do patrimônio líquido dos fundos.

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