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Butantan divulga maior eficácia geral da CoronaVac com intervalo acima de 21 dias

Pesquisa feita pelo Instituto Butantan indica que eficácia sobe de 50,7% para 62,3% quando doses são aplicadas com intervalo maior que 21 dias

SÃO PAULO – O Instituto Butantan divulgou no último domingo (11) um novo estudo em que revela maior eficácia geral da vacina CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo instituto.

Segundo dados do Butantan, a eficácia mínima da vacina é de 50,7%, diminuindo pela metade o risco de infecção por Covid-19 em quem recebeu doses. O número aumenta para 62,3% quando se aplica a segunda dose pelo menos 21 dias depois da primeira.

O estudo foi encaminhado para revisão e publicação na revista científica Lancet. De acordo com a pesquisa, a vacina também diminui em pelo menos 83,7% o número de casos que necessitam de cuidados médicos e internação.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma vacina considerada eficaz é aquela que consegue proteger o paciente de todos os casos em pelo menos 50% das vezes. Em estudos preliminares, a CoronaVac aparecia no limiar, com 50,38% de eficácia, que aumentou para 50,7% neste novo estudo.

O Butantan também revelou que a eficácia mínima já é atingida uma semana após receber a primeira dose. O estudo contou com mais de 12 mil participantes entre 21 de julho e 16 de dezembro.

Os novos números de eficácia geral, no entanto, não agradaram Gao Fu, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China. Segundo a autoridade, o governo chinês estuda misturar a aplicação de diferentes vacinas para garantir maior imunidade.

“Dar às pessoas doses de diferentes vacinas é uma maneira de melhorar vacinas que não tem altos níveis de proteção,” disse em coletiva realizada no último sábado (10). “Inoculação usando vacinas de linhas diferentes está sendo considerado.”

Segundo a Reuters, existe uma frustração entre autoridades chinesas a respeito do menor grau de proteção que as vacinas locais dão em comparação a outras vacinas estrangeiras, como a da farmacêutica Moderna (Estados Unidos) e a dos laboratórios Pfizer/BioNTech (Estados Unidos/Alemanha).

No domingo, Gao Fu deu entrevista ao Global Times negando que estava sugerindo que vacinas criadas na China seriam menos eficazes.

Além da Sinovac, a chinesa Sinopharm também desenvolveu vacinas contra a Covid-19. Segundo testes internos, a eficácia de suas vacinas varia entre 72,5% e 79,4%, mas ainda não existem estudos publicados a respeito.

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