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Insumos para vacinas: Doria e Maia se pronunciam sobre o andamento das conversas com a China

O Instituto Butantan espera a chegada de 5,4 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo da CoronaVac para continuar a produção do imunizante

SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (20), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) se pronunciaram publicamente sobre o atraso na entrega dos insumos chineses para a produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pela parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, em São Paulo.

O instituto paulista, que já entregou cerca de 6 milhões de doses para o Ministério da Saúde começar a campanha nacional de imunização, espera a chegada de 5,4 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo do imunizante, que permitiria ao Butantan a produção de 5,5 milhões de doses.

Segundo informações do site de notícias G1, esses insumos devem chegar na semana que vem, embora o Butantan não confirme este prazo.

Em entrevista em São José dos Campos (SP), o governador afirmou que o governo estadual tem uma boa relação com o governo chinês e disse que espera em 48 horas uma resposta favorável ao envio de matéria-prima usada no envase das doses da vacina CoronaVac.

O govenador ressaltou que a relação diplomática do estado com o país asiático sempre foi boa, mas que foi fortalecida nos últimos anos, após a gestão de Doria instalar um escritório de representação em Xangai para estreitar os laços entre paulistas e chineses.

Outra ação que aproximou a China de São Paulo foi o próprio acordo de transferência de tecnologia e compra das vacinas entre a Sinovac, chinesa, e o Butantan, paulista.

“Ao longo desta semana, não apenas ontem, temos dialogado com a embaixada da China, com o consulado da China e com o governo chinês com o qual mantemos ótimas relações e sempre mantivemos, exatamente para termos a liberação dos novos insumos que o Instituto Butantan já encomendou ao laboratório chinês Sinovac e que estão prontos em Pequim para serem embarcados para São Paulo”, afirmou Doria.

“E temos boa expectativa. Esperamos que nas próximas 48 horas possamos ter uma posição do governo da China favoravelmente à liberação para a importação dos insumos da vacina do Butantan e espero que façam o mesmo também com a vacina da Fiocruz”, acrescentou.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou que a produção do instituto está condicionada à entrega desses insumos ao Brasil. Também na coletiva da última segunda-feira (18), o diretor confirmou que a capacidade de produção do instituto é de um milhão de doses por dia, caso a decisão do governo chinês para exportar insumos seja positiva.

Em contato com o InfoMoney, o Butantan afirmou que, por ora, a falta dos insumos não atrapalha o envase das doses ou o cronograma de entrega das doses ao Ministério da Saúde.

Vale lembrar que um outro pedido de uso emergencial da CoronaVac tramita na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também na última segunda-feira, o instituto entrou com um segundo pedido de uso emergencial que contempla as doses da CoronaVac que serão produzidas em território nacional.

No último domingo (17), as primeiras 6 milhões de doses do imunizante receberam a autorização emergencial da agência. Nesta segunda, a vacinação teve início em seis hospitais do estado, com cerca de 1,4 milhão de doses. O restante (4,6 milhões) começou a ser distribuído pelo governo federal aos outros estados do país, também nesta segunda.

Em entrevista ao canal GloboNews, Maia informou que se reuniu com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para tratar dos possíveis impasses que atrapalham o envio dos insumos ao Brasil.

Segundo o presidente da Câmara, a reunião foi “positiva” e o impasse sobre a entrega dos insumos é meramente “técnico” e não “político”.

“Ele deixou a informação de que junto com o governo chinês estão trabalhando para acelerar a exportação dos insumos, resolver rapidamente a questão dos trâmites técnicos, mas eu senti com clareza que os conflitos políticos não estão dentro desse atraso que ocorreu, que a questão é de fato técnica”, disse Maia.

Entretanto, o presidente da Câmara não quis entrar em detalhes sobre os assuntos pautados no encontro e nem deu mais informações sobre quais seriam esses “fatos técnicos” a qual se referiu.

Sem citar diretamente recentes episódios que desgastaram as relações diplomáticas entre os dois países, Maia defendeu que, neste momento, em que há recrudescimento da pandemia em vários países, as questões políticas não devem ser prioridade nas negociações.

O presidente da Câmara também afirmou que, segundo informações que recebeu da embaixada, não houve nenhuma tentativa de diálogo por parte do governo brasileiro. “Infelizmente a questão ideológica tem prevalecido em relação a salvar vidas no Brasil”, afirmou.

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